5 Motivos: Por Que Eu Tomo Chá? ♥

Semana passada conversando com um amigo, estávamos trocando ideias de como eu poderia abastecer o blog com além de informações úteis, algo que faça parte da Infusorina, da sua origem, dos porquês, dos motivos, razões e até mesmo, das circunstâncias. E eis que surgiu dele a questão de: por que você não conta os porquês do chá na sua vida? Tá aí! Por que, não?

Quantos “porquês”, né? hahah vamos aos MOTIVOSSS! ♥

Separei 5 – e na realidade, quem apontou esses motivos na minha vida, foi ele. E a gente percebe o quão transparente é. 🙂 Né? Passamos quem somos, o que pensamos, quando simplesmente agimos (lembrando que a não ação também é uma forma de ação). Tudo bem que as vezes as pessoas julgam quem “supostamente” somos, mas isso faz parte e o que importa mesmo é sabermos internamente, independente do que o outro pensa – agir com o coração, respeito a si mesmo e ao próximo.

FO-CO! 😀

1 – PARA TER UM MOMENTO SÓ MEU.
Sim, e isso não é egoísmo. Isso é amor próprio. Eu costumo falar que a Infusorina também tem um passado, além daquele que aparece no instagram e no facebook. Nos vídeos e aqui no blog. O que aparece aqui é o presente, a evolução que construímos diariamente. Antes da Infusorina ser Infusorina, eu não tinha momentos. E se os tinha, não os enxergava. Foi aí que me dei conta, meu melhor momento era aquele que quando eu chegava em casa, no meu consolo, esquentava água e colocava um chá para infusionar. Era um momento meu, SÓ meu. Aquele momento em que você sente o calor da xícara nas mãos, o aroma do chá, fecha os olhos e pronto: como é bom estar vivo! {deu para entender de onde surgiu a #momentoinfusorina, agora? ♥}

2 – PARA TER MAIS SAÚDE.
Eu fazia yoga. Intercalava alimentação saudável (aquela, dentro do nosso leigo conhecimento) com a falta de pausa. Trabalhava, estudava, trabalhava, estudava. Voltava para o yoga, não gostava, mudava de método {até encontrar o que realmente é o Yoga para mim} – mas o chá não saía de cena. Foi quando nasceu o Hippie Chai. O pu’er despertou em mim o corpo, aliado a outras atividades (já falei yoga? :x) físicas e mentais, e foi aí que percebi que o chá era muito mais do que eu estava buscando entender: ele agia – E EU SENTIA – no meu corpo, positivamente, diariamente, lindamente. Foi então que decidi que o chá viria para que eu pudesse ter mais saúde. Automaticamente a gente muda, devem ser aqueles saltos de desenvolvimento tardios na nossa vida (ou talvez os 28 anos) e passa a ter hábitos mais saudáveis. Mais respeitosos consigo mesmo. ♥
CHÁ

3 – PARA MEDITAR.
Gente, se tinha uma coisa que eu não fazia na vida era meditar. Lembra lá do motivo 1 quando eu disse que “as pessoas as vezes julgam quem supostamente somos”? Pois então. Todo mundo dizia: Noooooosssa. Para ser assim calma só poderia trabalhar com chá e meditar muito. Poderia. Mas not. Eu fugia do famoso eu interior, não queria nem chegar perto dele. Dificuldade absurda de focar, de centrar, de organizar os pensamentos, me ensinaram que tinha que limpar a mente. Como? Vamos combinar, não dá. Daí a gente conhece Osho, e outros e percebe que o chá está DIRETAMENTE ligado a meditação. E cai de amores. E percebe também que existem outros tipos de meditação, desconhecidas. Minha maior meditação hoje? Quando dou aula. Quando preparo um blend. Quando estudo, quando preparo o meu chá. Meditar é estar presente, no que você está fazendo AGORA. ♥

CHÁ

4 – PARA SENTIR O SABOR.
É fato, não tem mais jeito depois que você descobre as maravilhas que o cálculo a seguir pode oferecer: paladar + olfato + conhecimento = uma boa xícara de chá. E eu afirmo aqui: pode ser qualquer chá. Você sentirá o sabor. O sabor vem de dentro, é um prazer indescritível, quando somado ao conhecimento te leva aos céus. E eu não tô aqui falando apenas de conhecimento técnico, não. Tô falando também do conhecimento geral: que chá é esse? Onde é colhido? Quem colheu? Como foi processado? Alguém lembrou de você em alguma viagem? Você adquiriu ele em um momento especial? Esse conhecimento traz tantos sabores quanto os aromas provenientes das folhas de Camellia sinensis… ♥

CHÁ

5 – PARA TER (VIVER) CULTURA.
Eu sempre tive uma (BIG de uma) queda por toda a cultura oriental. Confesso gente. Sou descendente de português e italiano, eu sei, sou brasileira (♥) mas ai meu-deus-do-céu: me derreto por tudo que vem do oriente, países árabes, africanos… enfim! {quem aqui entende de vidas passadas? Tô precisada, pra explicar, quem sabe? haha} meu amor pela Índia, Egito, Turquia, Vietnã, China, Japão… Eu gosto da cultura zen, de como se leva a vida em meio ao caos, gosto de história, gosto de drama, gosto de inspiração, de viver inspirada, por isso gosto de coisas que façam sentido, muito embora as vezes tenha de parar de buscar explicação. 🙁 Quando conheci a Yuri da Escola de Chá Embahú, desejei ser japonesa. Quando conheci a família Amaya e Shimada, desejei ser japonesa. Quando a Infusorina nasceu, desejei trazer com ela todo o valor da cultura oriental e respeito com a planta do chá. No fundo, eu não desejava ser japonesa, eu só desejava aprender a valorizar como eles valorizam. Assim como nossos demais valores. Assim como quando lemos um livro que fala sobre algo muito especificamente, e absorvemos aquilo que acreditamos.

O Chá está em minha vida para que eu possa ter mais cultura, e eu não preciso necessariamente me prender a uma. Afinal, a beleza está em saber que somos multiculturais e que o chá pode proporcionar isso.

CHÁ
Todos somos um! ♥
Beijo e muito chá, Renata.

Quais são os motivos do chá estar em sua vida? Pense e se desejar, compartilhe nos comentários! \o/

 

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Porque amamos chá gelado. Como fazer?

Verão, solzão, praião, piscinão, ribeirão, calorão e você aí: querendo tomar seu chá preferido mas só de pensar já “tá todo se suando“.

Nós temos a solução! Na realidade temos o meio de comunicação, porque, solução mesmo, já foi inventada faz teempoo…! Lá nos EUA! Sim, foi lá mesmo. Sabemos que a origem do chá é Asiática, mas o chá geladin não foi inventado por eles (até que se prove o contrário). O local exato foi na Carolina do Sul, no século XVIII, Estado que possuía, já, uma plantação de chá (Camellia sinensis), a fim de venda e consumo; por lá, as receitas de chás gelados eram feitas com chá verde! ♥

Nosso blend TéAmo consumido geladinho pelo ig da @diariodocha ♥

“Segundo o site da marca americana Revolution Tea, as primeiras receitas parecidas com as que conhecemos hoje surgiram a partir de 1879. Ainda com chá verde, a infusão era feita, resfriada em temperatura ambiente e, em seguida, recebia os cubos de gelo e açúcar.” Fonte, aqui.

Mas, já que a gente gosta de história com imagens e mimimi’s, o fato mais marcante (e original, pelo menos na nossa opinião) foi durante a St. Louis World’s Fair, na cidade de Saint Louis | EUA, no ano de 1904.
A feira, livremente traduzida de: “A feira mundial de St Louis”, foi uma feira mundial que durou de 30/04 a 01/12 de 1904 que abordou história, história da Arte, arquitetura e antropologia, além de promover entretenimento, bens de consumo e fomentou a cultura popular.


Fonte de imagem, aqui.

Pois bem, havia um inglês Richard Blechynden que representava alguns produtores de chá provenientes da Índia, com a feira a intenção dele era apresentar junto do chá indiano uma opção ao chá já comumente consumido: chás provenientes da China. Para tal, a melhor maneira escolhida foi a degustação da bebida quente. No entanto, inesperadamente, fez muito calor, e as pessoas simplesmente não mostraram interesse algum para apreciar tal bebida.  A ideia então foi usar gelo em sua preparação. Que deu super certo! 😀
E, assim, reza a lenda, os chás indianos entraram com força total no mercado Americano.

Nota: atualmente, 85% dos chás consumidos nos EUA, são preparados gelados. E, para homenagear a ideia de Blechynden, o calendário Americano ganhou um dia comemorativo: dia 10 de junho, o Dia Do Chá Gelado ♥ – onde várias lojas servem a bebida de graça para seus clientes!


Tá, Renata! Lindo, legal e história e etc! Mas, como eu preparo, afinal?
Aqui usaremos uma de nossas fontes mais confiáveis, os métodos da Escola de Chá Embahú, além de experiências próprias. 🙂
Durante as feiras e cursos, muitos clientes perguntam; como é melhor preparar? No método cold brew (extração fria) ou prepará-lo quentinho e depois gelar? Ou ainda, preparar mais concentrado e colocar gelo? Aqui vamos ao lado pessoal da coisa: tudo é chá, e partindo do princípio que cada um faz o chá da maneira que gosta, que se sente a vontade, que se adapta, que curte o momento, tá tudo bem! As 3 opções estão corretas e servirão para o que você buscar: prazer, saúde, conhecimento, compartilhamento e momento. ♥

Já falando pessoalmente, nós (Infusorina) usamos duas opções: a extração fria e quentinho e depois refrigerado. Explicamos: a extração fria deixa a bebida mais “leve”, sabem? Sem aquela adstringência natural da extração quente. Já a quente, mantém e dependendo do chá, até potencializa esse fato, por vezes, até o amargor – que a gente ama. Por isso, questão de gosto. Por outro lado, falando de praticidade, vamos combinar aqui entre nós: bem mais prático efetuar a extração fria. Gente, um trabalho só! 🙂 Agora, falando tecnicamente, vamos as diferenças: “A Extração Fria, utilizada tando para chás como cafés, consegue retirar das folhas secas do chá os seus aromas, suas propriedades e reduz a adstringência e amargor provocado por alguns polifenóis (antioxidantes presentes no chá) e pela cafeína, que são liberados mais rapidamente em contato com a água quente.” Conforme cita a especialista, Yuri Hayashi, aqui.

Nossos blends Amaranto e Hippie Chai, preparados por Yuri Hayashi. Foto do blog Chá Arte & Vida ♥

Como efetuar a extração fria do chá (cold brew)?
É mais simples do que o nome deixa parecer. 😀
Escolha seu chá preferido a noite* e use a proporção de 4g para 220ml de água, já geladinha, e pronto: coloque diretamente na geladeira (lembrando de tampar o recipiente para evitar outros aromas invasivos no mesmo). No outro dia de manhã, basta coar e servir da maneira mais linda que encontrar! Aqui, constatamos a durabilidade segura com nossos blends de até 4 dias (coado).
* por que durante a noite? Pois durante a noite fica mais fácil o controle do tempo de infusão. 🙂

Como preparamos os nossos blends e representadas:
TéAmo, Amaranto, Gayatri e Chá Preto e Verde Amaya (bases de chá branco e verde, respectivamente) de 7 a 10 horas de infusão;
Hippie Chai e Chá Preto Da Obaatian de 8 a 12 horas de infusão;
Kõ’gõi mate cerimonial (erva Mate pura e orgânica – nacional) – instantâneo (pois é comercializado em pó).

Como efetuar a extração quente do chá (infusão padrão)?
Essa também é simples, embora exija duas etapas: realizar a infusão quentinha do chá dentro do padrão já efetuado, ou até de maneira mais suave, caso deseje amenizar o sabor, e colocar para gelar! Sua durabilidade, é menor. Aqui usamos até 2 dias.

Gostou? Então coooooorre e prepara já o seu cházinho gelado. ♥

Chá Preto Amaya ♥.

Um beijo cheio de chá, Renata.
Fontes de pesquisa:
– Wikipédia
– Blog Chá Arte e Vida

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O que aconteceu em 2016? Só Chá bom! :)

2016 foi um ano tão feliz!

É sério.  A gente tá sabendo de tudo o que rolou: crises, tragédias, “perdas” familiares 🙁 , rolos no nosso Brazeel. Mas também estamos sabendo das oportunidades, do pessoal que se aproximou, que se ajudou, que se uniu. Vimos um Brasil que aceitou e bateu no peito dizendo: não vou deixar isso me abalar, e trabalhou mais. Assistimos o crescimento do mundo do Chá. E aplaudimos de pé, agradecendo sempre por fazer parte dessa magia que demanda muito trabalho, discernimento, fé e conhecimento – sem falar no amor (que daí já parto pro lado Renata-melosa ♥).

No ano que passou vivemos momentos incríveis, encontros com abraços de energia imensuráveis, alguns sem fotos, sem registros, que “apenas” aconteceram. Outros com projetos maravilhosos, histórias de vida e novos ensinamentos. 2016 foi O ANO para a Infusorina, e tenho certeza que, se você olhar bem na timeline da sua vida, vai perceber que foi o seu, também. 

Bora conferir um pouco com a gente? SIMMMMM! \o/

Começamos o ano com a parceria maravilhosa, a convite da artista, menina, mulher, doce, meiga, inteligente, Bruna da marca Rotina & Rabisco , que criou o projeto Aos Pouquinhos, ( conheça mais clicando AQUIonde a convite dela, elaboramos dois blends com base em chá nacional da Amaya Chás, formando assim, o KIT DESPERTAR. Hoje a Bruninha tá arrasando com todo seu talento na marca brasileira Uatt?!

Na foto: o kit finalizado, Orlando Marré (ceramista responsável pelo amor feito à mão das cups) e eu. 😀

Inauguramos 7 novos pontos de venda & consumo ♥ dos nossos blends, acessórios e amor. 

Você pode conhecer mais sobre eles, clicando nos nomes. \o/

Na foto: Casarão Arte & Yoga (Nova Petrópolis/SR),  Soul Café (Blumenau/SC), Bris Natural (Florianópolis/SC), Civitá Cafés (Brasília/DF),  Azahar Spa (Campinas/SP), Empório Pdts Naturais (Blumenau/SC) e DomBomBom (Rio do Sul/SC).

Participamos de feiras, eventos para ajudar ao próximo (mesmo que o próximo tenha 4 patas ♥) e outro que arrancou suspiros cheios de histórias e canções.

Na foto: Feira Emporium Handmade em Joinville/SC em parceria com a nossa sempre queria: Agradeço Agora, Evento no museu da Hering, a convite da Debora com o grupo lindo que sussurra poesia ao pé do ouvido (♥) em Blumenau/SC e servimos chás para as almas caridosas que se disponibilizaram a fazer tricô e crochê com as linhas fornecidas pela Círculo S/A em Blumenau/SC afim de aquecer os cães e gatos das ONGs.

Realizamos muitos, muitos workshops! Ahhh esses encontros. Sempre plenos, cheio de vida, de histórias, de carinho, de troca e acolhimento. Regado de chá, comidinhas e respeito. Como amamos esse nosso mundo. Curitiba, Blumenau, Florianópolis. Mundo! ♥ GRATIDÃO por cada presença. Faltariam montagens para colocar todos os envolvidos.

Consolidamos nosso encontro com o Agradeço Agora, através da criação de um produto: o KIT AGRADECER.
Eu não consigo nem falar sobre o que esse acontecimento representa. Fonte de criatividade, amizade, cumplicidade e amor aos nossos clientes e amigos. Melhor conferir aqui no vídeo.

Fomos até São Bento do Sapucaí, na Escola de Chá Embahú ampliar nosso conhecimento. Lá encontramos mais uma vez muita propriedade nos ensinamentos da Yuri e voltamos com diploma d’baixo do braço, e uma parceria sem igual. Agora eu faço parte do time da Escola, junto e honrosamente com Erika Kobayashi. Esse acontecimento foi pessoal, mas foi resultado de todo um conjunto. A Escola, como eu sempre falo pessoalmente, aqui no Blog ou nas redes sociais, é um tesouro do Brasil. E, com eles fomos parceiros na 1ª Rota do Chá no Brasil, que aconteceu na cidade de Registro/SP. Um encontro maravilhoso dos alunos da Yuri somado a novos entusiastas do mundo do chá. Visitamos as famílias Amaya ♥♥, Shimada ♥, plantações, história e conhecemos o Sr. Tomio. ♥ Que inclusive, veio a SC e nos encontramos com ele.

Recebemos o convite maravilhoso do Diário do Chá, o novo clube de assinaturas de chá no Brasil.  A Helena que está por trás desse projeto maravilhoso detém muito conhecimento e selecionou algumas marcas que, com a Infusorina, fazem parte do seu clube. Estamos muito empolgados e gratos com o novo serviço e confiantes com as informações que serão repassadas com muita propriedade e carinho. Conheça mais aqui! 😀 ♥

Ampliamos nossas representadas e criamos novos blends para terceiros. O Soul foi nosso pioneiro e é só sucesso. 🙂 O blend do Soul Café Blumenau conta com base de chá preto nacional Amaya, canela, pimenta jamaica e menta. ♥ Depois veio o blend do Civitá Cafés Especiais, em Brasília. Resultado de muito amor também, com chá preto nacional Amaya, rooibos doce e um toque especial. 🙂 Eeeeee para fechar com chave de ouro, representamos o ouro do Mate Brasileiro: Kõ’Gõi. Pura e selecionada erva.  Aqui lembramos que o mate tem um importante papel na história do chá no Brasil! Muito conhecido e disseminado como chá mate.  JÁ ESTAMOS COMERCIALIZANDO EM NOSSA LOJA VIRTUAL: www.infusorina.com.br 😀

Demos um “pulinho” em Santiago, no Chile, para estudar, conhecer, trabalhar e trazer na bagagem de volta muita experiência, contato, cultura e amor de nossos hermanos. Foi uma experiência maravilhosa que compartilhamos aqui no blog, mesmo. Postamos vídeos das casas de chás que conhecemos e das curiosidades da Capital ma-ra-vi-lho-sa. Pudemos compartilhar dos nossos chás brasileiros e conhecer muito dos chás consumidos por lá ♥.

Alô MÃE! Estivemos na mídia. há. ♥ hahaah com muito orgulho fizemos parte de dois momentos maravilhosos. Como matéria no Jornal de Santa Catarina! \o/ e participamos de uma matéria para a Uol junto com Erika Kobayashi e Carla, da A Loja Do Chá. 🙂

E o que mais? Gente, foi TANTA COISA. Tanta vida nascendo a cada amanhecer, muitos litros de chá, novas criações, muitas infusões e ideias. Tentei colocar aqui tudo o que foi possível com os arquivos, e com o coração. São muitos nomes e um sentimento enorme de gratidão. E claro, um desejo que 2017 traga ainda mais felicidade e toque a xícara de cada um. Agradecer a todos os envios, foram tantos, Brasil, Londres, Japão! Agradecer a cada feedback! A cada uso da #momentoinfusorina no instagram, fotos marcadas no FB, e-mails enviados, abraços recebidos. OBRIGADA!

Com isso, desejo finalizar com uma mensagem de Dostoièvski: “Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.” Vamos pensar no TODO nesse novo ano que se inicia? ♥

Um beijo e muito chá, Renata.

 

 

 

 

 

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Como Explicar o Chá Pu’er Para Seus Amigos, Com Hippie Chai.

Bommmmmmmmm dia! Para você que lerá esse post assim que for publicado! Ou, boa hora para você que está lendo esse post a qualquer hora do dia, ou da noite. ♥ 
Estamos dando continuidade – aqui e agora – para a série: Blends Da Infusorina! Iniciamos falando do Gayatri,  aqui.

Hoje é o dia do Hippie Chai! Tchanammm! \o/

– Renata, já sei! Nemm precisa gastar mais dedinhos no teclado! Eu já conheço o chai, e adooooro, aliás!

(eu ficaria muito feliz se fosse assim!) Pra gente começar, vamos esclarecer o seguintchê: Chai é uma bebida (tradicionalmente Indiana (♥) ) que leva em sua composição, especiarias. Eu me arriscaria aqui a dizer que não existe uma receita “original”,  porque o chai está na mesma do mundo dos chás, do yoga, do Egito, dos Maias… do famoso: “quando, quem, como?” – não se tem certeza absoluta de seu surgimento ou receita original – essa história fica pra outro post. hahaah

Portanto, nosso Blend não é o mesmo chai que todo mundo conhece! Amamos os dois, sério, seríssimo! Mas não é o mesmo. Nossa mistura é composta por uma base (que explicamos no post anterior sobre o Gayatri ) de Camellia sinensis, com o chá pu’er ou pu-erh acrescido de cardamomo, gengibre e goji berry.

Na época da criação, eu morava em Florianópolis/SC (Alô! ☯ Ilha da Magia!) e praticava o Hot Yoga! Uma prática maravilhosa que mistura algumas modalidades de yoga em uma sala aquecida, caso queira, conheça mais aqui. E a Infusorina só estava em meus sonhos. 🙂 Continuando – antes de ir pra aula, eu consumia o pu’er sozinho! Chá que eu havia conhecido durante um curso da Escola de Chá Embahú, e havia me aprofundado na formação como Sommelière na AR. E que até então, era um dos meus preferidinhos! Com o tempo fui percebendo uma mudança no meu corpo, o físico de dentro, sabem?  Não somente aquele que a gente vê no espelho. Mas eu sentia que a soma do chá com a atividade física e mental, era uma explosão de bons resultados. Tudo funcionava melhor, organismo, cérebro, e coração. Mas sempre que eu queria compartilhar com alguém, era aquele susto e a pessoa logo dizia: tem cheiro de velho, de mato, de chuva, de mofo… (quase que eu saltitava e dizia: SIM, SIM, SIM! ♥) e vinha seguido de um: “Não quero, não!”.  Com isso, fui tentada a misturar algo – de maneira suave e natural – no chá, de forma com que as pessoas consumissem sem que os benefícios do pu’er fossem perdidos. Adicionei gengibre e goji berry de início. Mas me faltava algo, ainda. Aquele chá pedia um almíscar, um “Q” de oriente. E veio o cardamomo. Lindo, majestoso. Finalizando assim, o meu chai. Toda orgulhosa, as pessoas gostaram e ele foi criado como o primeiro Blend da Infusorina. De todo o meu amor e fé naquela mistura que me faz tão bem. E hoje ele está aí, com capa e até rótulo, para o Brasil inteiro conhecer! ✌

Falando em conhecer, vamos entender um pouco mais sobre esse chá tão diferente e incomum (ainda) no Brasil?
Pu’er é originário da província de Yunnan, no Sul da China. Onde chás são colhidos de árvores anciãs e processados em um método chines que há anos vem trazido o consumo do pu’er como prática medicinal para as propriedades digestivas do corpo e limpeza.

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Província de Yunnan, na China.

Yunnan é considerado um dos berços do chá na China, e é sem duvida uma das mais antigas regiões de chazais, cultivando árvores de Camellia sinensis centenárias, falando-se até em 3.200 anos. A província tem um clima temperado, com verões fortes e invernos puxados. Com muita chuva. Além disso tudo, possui um solo rico em compostos orgânicos. Famosa por produzir o pu’er, é também uma região famosa pelos chás pretos que de lá saem, como o Yunnan Dian Hong Gong Fu. Já Pu’er tem seu nome devido a cidade de Pu’er, mesmo. ♥

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Pu’er prensado.

E agora, sabendo da origem, vamos entender do que se trata esse chá tão especial? 🙂 SIM! O chá pu’er é um chá da categoria pós-fermentado, onde a enzima da oxidação não se manifesta (lembram? oxidação é diferente de fermentação!). Também conhecidos como “chás envelhecidos”, “black tea – chá preto” (para os chineses) ou “dark tea – chá escuro” (para o Ocidente). O chá pu’er pode ter sua história rastreada láááá na Dinastia Tang (618-907) quando o chá era utilizado como um complemento de sopas e caldos. Sua forma prensada foi criada devido a alta demanda de venda para principalmente China, Tibet e Mongólia. E, durante a Dinastia Song, a cidade de Pu’er foi o centro do chá na China. Hoje em dia, outras regiões o produzem como Guangxi, Anhui, Guangdong e norte do Vietnã. E para proteger de certa forma sua origem, o “Bureau of Standar Mensurement of Yunnan Province (2003)” definiu que (traduzindo livremente para o português): “Pu’er é um chá fermentado que origina do chá verde, produto originário de grandes folhas de árvores provenientes da província de Yunnan”. Básico né, gente? heheeh

Logo, considerando que o chá é um chá envelhecido, entendemos que o processo é demorado, falamos de anos, chás pu’ers de até 10 anos ou pós 10 anos – os pu’ers originais por assim dizer, são cada dia mais raros de se encontrar, e caros, também. take care

Gente, to me empolgando nesse post, mas juro que tá acabando! 😀

Vamos falar rapidiiiinho sobre as propriedades?
O Chá Pu’er tem propriedades específicas que se desenvolveram com o processo, que auxilia na dieta diária, como suplemento mesmo. Tribos nômades, por exemplo, consomem o mesmo com manteira de Yak (Iaques fofinhos!), alimentando e mantendo o shape , sabem como é. Além disso, hoje em dia as propriedades são reconhecidas como reguladoras do organismo, estimulando a digestão e ajudando a eliminar o colesterol ruim do corpo, além daquela sensação de limpeza!

VIU? COMPROVADO! \o/

eee, pra quem quer saber da cafeína, quem não? Saibam que aproximadamente, em uma xícara de 100ml, encontramos até 23mg, ficando abaixo de muito chá verde e branco, viu? Em resumo: é uma DELÍCIA!

Gente, fui clara? Espero que sim. Como sempre falar sobre chá é muito compensador, e ao mesmo tempo, demoooora – principalmente quando a pessoa que vos fala é bemmm boa daqueles papos de casa de chá ou de boteco, mesmo. hehehe
Por isso, rola uma leitura dinâmica, ae! Mas confesso pra vocês, esse post foi utilizado de muita pesquisa, pesquisa séria e tempo. Leia com carinho e transmita o mesmo carinho para a sua xícara de chai, de Hippie Chai, de pu’er, de CHÁ.

Uma linda e magavilhosa semana, afinal de contas, o Noel vem aí Sábado!!!! Você já viu que tem DESCONTO NA LOJA VIRTUAL DA INFUSORINA? 😮 Tem, sim! ACESSA AQUI O LINK.

Um beijo, muito chá. Não esquece de assinar a newslétis e deixar um recadin que a pessoinha aqui fica bemmm feliz!

♥♥♥♥♥

Renata Acácia.

Fontes:
Escola de Chá Embahú (material do curso Essencial de Chás);
Tea – History, Terroirs, Varieties | 2nd edition.
Wikipédia
El Club Del Té (material)

 

 

 

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